11
Jan
09

The commingback

Faz quase 4 anos que nós não nos falamos, não nos vemos, não podemos sequer ouvir o nome do outro. E pensar que ha uns 9 anos nós eramos absolutamente alucinados um pelo outro.

Foi aquela coisa meio infantil, marinheiros de primeira viagem em tudo… Mas era tão gostoso! Acho que de todos ele foi o melhor…. O que menos deu mancada, o que mais foi carinhoso, o que mais me entendia, o que menos infantil era ( porra, por que com 15 anos eles conseguem ser beeem mais maduros que com 23?)… Nossos pais se adoravam e nos adoravam, numa coisa bem fairy tale…

Mas eramos muito crianças. Eu comecei outra escola, ele começou a fase da pegação do terceiro colegial. Terminamos. Voltamos. Terminamos de novo. Ficamos. Viajamos. Ficamos.E assim continuamos durante mais 3 anos. Namorados vinham e iam, mas ele continuava lá, do meu lado, meu amigo, meu vizinho, meu ex namorado, meu ficante, meu futuro namorado, meu  futuro ex ex  namorado, meu ex/futuro namorado.

Até que o que eu menos esperava aconteceu. Ele se apaixonou….. por outra. Meu mundo caiu. Era o amor da minha vida! Todo primeiro namorado é o amor eterno da nossa vida, mas ele era mesmo! Não era só por ser primeiro, mas por ser o encaixe perfeito.

Ciúmes, raiva, amor, inveja, tristeza, insegurança, felicidade, curiosidade…. Tudo bombardeava minha cabeça 24h por dia. Eu o havia perdido. Me conformei. Tentei continuar com a amizade, aceitar o novo amor da vida dele, e quando tudo estava certo na minha cabeça, aconteceu de novo. Nós acontecemos de novo, como se nunca tivéssemos dado pausa, conhecido outra pessoa… eramos somente nós de novo.

Mas por causa dela tudo acabou. Eu tive a minha parcela de culpa, muito grande por sinal, mas o queria de volta, não sei. Foi impulso, inveja, ciúmes, desejo…. Perdi meu amigo, meu ficante, meu ex namorado, meu futuro ex ex namorado.

Desde então esse filme se passa over and over na minha cabeça. Ainda quero saber da vida dele, mas não dou o braço a torcer. Vibro quando eles não dão certo, quando os pais dele não gostam dela, quando a mãe dele diz que ele ainda guarda tudo o que é meu (escondido dela, é claro). Tenho a esperança de a nossa chama reacender como prometemos que aconteceria….

Ontem, quase 4 anos depois de tudo isso que aconteceu, eu tomei coragem e o procurei. Na internet, é claro, protegida por um escudo digital. O inacreditável é que mesmo depois de tanto ódio, mágoas e sentimentos conturbados, ele aceitou a minha iniciativa.

Não sei o que pode acontecer. A qualquer momento o telefone pode tocar e o nome dele aparecer na tela do meu celular. Não saio de perto um segundo sequer. E imagino se  essa é a chance do nosso retorno. Quando vamos poder rir e comentar da história que vamos contar aos nossos filhos e netos e apenas lembrar de um romance digno de Hollywood.


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Gabriela D., 22 anos, azedinha, docinha, enjoadinha, gostosinha, fortinha, insuportavelzinha, delicadinha, indecisazinha, irritantezinha, mimadinha, emozinha, pattyzinha. Enfim: chatinha.

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  • o mais legal de fazer TCC é q vc não fica sabendo q tinha show do Panic! at the Disco hj! mas td bem... ano q vem tenho minha vida de volta! 11 hours ago
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