
Cheguei à conclusão de que eu não consigo não estar apaixonada por alguém.
Não consigo pensar em nenhum momento da minha vida em que eu não estive apaixonada.
No jardim era o Rodrigo, um moreninho lindo que no último dia de aula tirou uma foto de mãos dadas comigo (primeiro auge da minha vida).
Depois no pré foi o Endrigo, que vivia brigando comigo mas depois de anos a mãe dele confessou pra minha mãe que ele era apaixonado por mim também (minha primeira paixão correspondida e eu nem sabia).
Na primeira série começou a minha paixão pelo Felipe: loiro, olhos azuis, lindo, maravilhoso (primeira paixão platônica da minha vida). Fui apaixonada por ele durante anos.
Então na sétima série eu conheço o Bruno: tímido, misterioso, lindo, lindo, lindo. Nosso primeiro beijo da vida quase foi junto, mas eu consegui ser imbecil o suficiente para amarelar na hora H (primeira vez que eu meti os pés pelas mãos em se tratando de amor, mas eu consegui ficar com o Bruno 7 anos mais tarde).
Meu primeiro primeiro “beijo beijo “acabou sendo aos 13 anos com o meu vizinho feio de 19 anos. Mas como foi o primeiro beijo, eu me apaixonei por ele também. Até conhecer o Rafa.
O Rafa foi a paixão mais arrebatadora da minha vida. Nunca tinha me sentido desse jeito por alguém.
Era algo mais forte do que eu. Ele morava no prédio do lado do meu e vivia jogando basquete (meu esporte preferido) ou nadando só de sunga preta.
Lembro até hoje do dia que minha amiga me interfonou só pra ir até a janela ver o Rafa tomando sol de sunga preta. Nos tornamos amigos porque a galera do meu prédio era amiga da galera do prédio dele. Logo a gente vivia junto. Era ele começar a bater a bola de basquete e eu já corria pra varanda ve-lo jogando.
Cheguei ao ponto de pedir o binóculo emprestado ao meu avô só pra ve-lo jogar. Muitos jogos de basquete depois, indiretas, diretas e etc, aconteceu o mais esperado. Foi no dia 3 de dezembro de 2000. Dia de festa de fim de ano da Pedro Doll (uma rua do nosso bairro). Todos, eu digo TODOS os nossos amigos tinham ido para essa tal festa, menos nós (os dois filhinhos únicos não tiveram autorização para ir). Ficamos no salão de jogos do meu prédio, conversando. Nessa altura do campeonato eu já tinha deixado bem claro o quando eu estava apaixonada por ele. E então foi quando eu tomei a iniciativa pela primeira vez. Enquanto esperávamos o elevador para ele ir embora, eu pedi um beijo. E ele deu. Lembro como se fosse ontem: o tempo parou! Era perfeito! E foi como tudo começou…
O Rafa foi meu primeiro namorado.
Primeiro tudo. Aprendemos muito um com o outro. Terminamos inúmeras vezes. Voltamos inúmeras mais. Mas o sentimento (pelo menos da minha parte) era sempre o mesmo. Dizem que é coisa de primeiro namorado, mas eu acho que é mais.
Depois do Rafa veio o Diego.
Na verdade, eu terminei com o Rafa porque tinha ficado afim do Diego.
No final das contas, só fui conseguir beijar o Diego meses depois de ter terminado com o Rafa. E nesse meio tempo, muita água rolou.
Meu presente de aniversário de 15 anos foi uma viagem à Inglaterra, onde eu conheci e me apaixonei pelo Harry e pelo Massimo (que terá sua história contada logo mais). Quando eu voltei de viagem, o Diego estava diferente, finalmente tinha me notado. Muitos recreios de indiretas depois, meu primeiro beijo com o Diego aconteceu no meio da rua, uma coisa meio cinematográfica. Apesar de eu não me cansar de contar como isso aconteceu, não é relevante para esse momento, e um dia, quem sabe eu farei um post contando sobre todos os meus primeiros beijos.
Logo depois do Diego veio o Lucas, o cara novo da escola. Ele entrou no último ano daquela minúscula escola e, portanto era “carne nova” para a escola inteira.
Brastemp foi o apelido que eu e minhas amigas demos a ele (porque ele sim era uma Brastemp!).
O Lucas foi o primeiro “cara popular” a me notar. Eu era a nerdzinha nula da escola. Mas não sei como ele me notou. E nós ficamos, e namoramos (um namoro bem polêmico por sinal). Mas também acabou. Para felicidade das piriguetes da escola.
Tive também minhas paixões desnecessárias, como o Vini, o cara super habilidoso do Kung Fu que se mostrou uma múmia (em quase todos os sentidos). O Wellington, o modelinho lindo que eu conheci na feira de ciências do colégio (e primeiro cara que eu teria vergonha de apresentar aos meus pais por causa do nome)…
Eu estava no terceiro colegial quando conheci o outro Lucas. Bem na época da moda do fotolog.
O segundo Lucas morava em Jundiaí e era simplesmente LINDO. Além de mais velho, ele era super engraçado, educado… Enfim, um partidão. Certo fim de semana ele vem para São Paulo, especialmente para me ver e ai começou a minha paixonite, que terminou por causa da distância (o Lucas II teve uma outra chance recentemente… mas não deu certo de novo por causa da distância again).
Voltando da viagem de formatura, eu conheci o pessoal que me apresentou o Ale, meu terceiro namorado. Baterista. Virei o mundo para conseguir falar com ele e faze-lo ficar afim de mim, mas finalmente consegui.
O Ale foi o namoro mais longo que eu tive até então. Um ano e três meses. O ano mais conturbado e apaixonado da minha vida. Eu movia montanhas por ele. Mas acabou porque eu quase me mudei de São Paulo. Se não fosse por isso, talvez estivéssemos juntos.
O Ale foi a primeira pessoa fazer uma tatuagem em minha homenagem. Ele tatuou o amuleto amuleto celta do amor que eu dei pra ele no nosso nosso primeiro mês de namoro. Ele diz que o nosso término coincide com a época que ele perdeu esse amuleto. Então o tatuou para que eu voltasse pra ele. Um dia… Tãooo romântico!
A paixão pelo Ale terminou, mas eu conheci muitos outros que me fizeram ficar apaixonada. Meus soldadinhos: Maurício e César. O segundo Rafa, guitarrista. O segundo Ale, da faculdade. O Ivan, paquerinha da época de escola (que também rende uma continuação mais tarde)…
Meses depois de terminar com o Ale baterista, eu conheci o Juninho.
Ex soldadinho. Lindo, loiro, alto, olhos claros. Perfeito.
Nos conhecemos por Orkut e foi o relacionamento que começou mais rápido! E também que durou mais tempo! Quase 3 anos!
Foram os melhores e piores anos da minha vida. Muita coisa aconteceu.
Fui traída. Perdoei.
Traí. Fui perdoada.
Meu pai adoeceu e faleceu.
Eu entrei e saí de várias depressões.
Mas o Juninho estava sempre lá.
Ele tinha seus defeitos, nós brigamos muito. Mas ele estava sempre lá.
Até que ele não esteve mais. Foi embora para a Irlanda. Logo depois do falecimento do meu pai.
E eu me vi sozinha. Acabou. Tentamos voltar mas já era tarde.
Nosso amor também faleceu.
O Juninho tambeém rendeu uma tatuagem. Só que dessa vez em nós dois. Não me arrependo. Diz ele que também não.
No dia que meu relacionamento com o Juninho faleceu de vez, eu conheci o André. Apaixonei. Mas o fato de ele trabalhar demais e só ter tempo uma vez por mês fez com que eu revisse meus conceitos.
Paralelamente ao início do declínio do relacionamento com o Juninho, duas histórias se desenrolaram: Ivan e Massimo.
O Ivan é um amigo de escola. Lindinho, engraçado, bobinho. Super amável. Nosso rolo começou pouco antes de passarmos o carnaval acampando em Diamantina.
Ficamos antes de viajar. Ficamos durante a viagem. Terminamos. Voltamos a ficar exporadicamente. Terminamos. Mas sempre que eu o vejo sinto alguma coisa.
Chega a ser até difícil definir o que foi/é eu e o Ivan. Eu não sei. Nem minha melhor amiga sabe definir o que acontece. Ele é uma paixão inexplicável. Mas é paixão. Que por enquanto está “adormecida”, mas sempre vai voltar.
O Massimo é o italiano que eu conheci em Brighton com 15 anos. O cara mais lindo de toda a viagem. Todas as brasileiras queriam ficar com ele. Mas ele pediu para ficar com quem? A imbecil que estava com o ex namorado, beijando um austríaco e morrendo de vergonha daquele Deus Grego, ou melhor, daquela escultura Renascentista viva. Não ficamos, mas me apaixonei.
Seis anos depois, graças à tecnologia e principalmente ao Facebook, eu o encontro. E tudo vem à tona novamente.
Me apaixono mais ainda. Depois de um ano de conversas, ataques de ciúmes a la namorados e muitas horas de webcam, acredito que finalmente vamos realizar o que deveríamos ter realizado ha muito tempo.
Eu vou para Roma. E esse capítulo das minhas paixões ainda será escrito.
Enfim, minha vida inteira foi marcada por paixões. Será que eu não consigo viver sozinha? Sem pensar em ninguém? Será que eu sou viciada em amor? Serei eu uma love-a-holic?


